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Blog do Igor
 


A velha política desmorona

          O convite e a aceitação de Sérgio Moro para o comando da superpasta da Justiça e da Segurança Pública a partir do 1º de janeiro próximo no governo Bolsonaro representa uma garantia e um reforço à Operação Lava-Jato e demais operações, ações e medidas de combate à corrupção política institucionalizada no Brasil. Não é à toa que velhos e seminovos caciques políticos regionais e um nacional - hospedado em sala V.I.P. da PF em Curitiba há meses - já acusam de partidarismo político a atuação de Sérgio Moro na condução dos processos criminais da Lava-Jato em primeira instância, em Curitiba. Que os autos dos respectivos feitos contenham milhares de páginas em que correm uma torrente de provas de materialidade e culpa de Lula e seus comparsas nos crimes contra a Administração Pública denunciados pelo MPF não importa aos detratores de Moro; fatos dessa natureza não apenas lhes irritam, como também ofendem. O que importa é a versão, é o conto do vigário da conspiração das elites contra Lula, como se o próprio, dono efetivo de imóveis faustosamente mobiliados e soberanamente espaçosos fosse ainda o operário de 1976. E não faltam nessa farsa pretensamente trágica famigerados representantes do Centrão, os sempre-governistas, que topam tudo por dinheiro, e não se ruborizam de reconhecê-lo, tendo sido, por isso mesmo, desprezados há décadas pelos petralhas e seus sectários-satélites, que, igualmente sem ruborizar, pilharam o Erário Público com a mesma voracidade enquanto estiveram no poder, entre 2003 e 2016. Esses seres transitam pelos palácios públicos de Brasília e de capitais de alguns Estados da nossa mal-assombrada Federação como múmias revividas por algum macabro feitiço, sacudindo os ossos e deixando um odor fétido por onde passam. Um governo - esperamos - honesto, e um Congresso parcialmente renovado, devem sepultar essas assombrações na vala comum dos indigentes éticos da nossa História.



Escrito por ourives da linguagem às 16h21
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O Brasil elege seu capitão

       Um dia histórico, este 28 de outubro. Pela primeira vez desde a eleição de Tancredo Neves em 1985, é eleito Presidente da nossa República um candidato honesto e afastado do pútrido establishment político de Brasília. O Brasil, desde 2013, vem aos poucos acordando do torpor psíquico coletivo que acometeu sua opinião pública a respeito dos grandes escândalos de corrupção comandados e estruturados por Lula, José Dirceu e demais petralhas da cúpula do Partido em conluio com a maioria esmagadora do MDB, do PP, do PR, entre outros Partidos do Centrão, formando a maior quadrilha já flagrada exercendo um governo, na História da Terra. Nesses últimos cinco anos, o eleitorado brasileiro, gradativamente - e pioneiramente, para o nosso coletivo constrangimento - ligou causas a consequências, de modo a hoje, majoritariamente, perceber que o PT e seus satélites lutaram desde sempre para aceder ao poder com o objetivo de nele permanecer por décadas, locupletando a si mesmos e a seu Partido de dinheiro público, constituindo um regime socialista de Partido único no Brasil, uma vez que as diferenças doutrinárias entre o PT e demais Partidos de extrema esquerda são meros sofismas de conveniência político-eleitoral; seguindo esse raciocínio, enojados por essa percepção de terem sido ludibriados, roubados e substraídos  de seu sonho de viver num Brasil-potência que o Brasil poderia ter sido - e ainda pode vir a ser, agora, com novo rumo, e cientes da áurea oportunidade de livrar-se de uma vez por todas desse projeto criminoso de poder, mais de 57 milhões de brasileiros disseram um eloquente, soberano e ensurdecedor "BASTA!" ao projeto criminoso de poder lulopetista, incluído nele o de suas linhas auxiliares ideológicas e ao poder desmesurado do Centrão fisiológico no Congresso Nacional. Agora, cabe a Bolsonaro e seus aliados reconstruir o Brasil, começando pela sua estrutura interna, e recuperando o que for possível do patrimônio nacional, ainda que com réplicas em polímeros de última geração impressos em três dimensões; metáforas irônicas à parte, o Estado brasileiro efetivamente padece de alto grau de deterioração e insuficiência em sua infraestrutura logística, e um estado de colapso ou quase colapso na prestação de todos os seus serviços -que têm padrão centro-africano - exceto os de cobranças de tributos e multas - que têm padrão sueco, para além de unir o País, fazendo um governo eficiente, liberal-democrata, como se propôs a fazer, e esperamos, o fará. 

 



Escrito por ourives da linguagem às 21h45
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Que País é este?

           Suzane von Richthofen deixou a Penitenciária (Feminina) Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, beneficiada pela saída temporária do Dia dos Pais (!!!), e deverá volver ao cárcere na próxima segunda-feira. Não, leitor(a), você não leu errado: a criminosa condenada irrecorrivelmente por ter (comprovadamente) planejado a morte dos pais; Manfred e Marísia von Richthofen foram mortos a pauladas pelos irmãos Cravinhos, um dos quais, de prenome Daniel, era namorado de Suzane à época do crime, em outubro de 2002. Suzane já foi agraciada em maio do corrente (ano) com o mesmo benefício de saída temporária do cárcere em razão do Dia das Mães. O legislador da execução penal, esse ser vivo de ideias e raciocínio singulares, parece acreditar que delinquentes que apresentam bom comportamento carcerário, em razão dele, redimem e limpam uma ficha criminal escrita com tinta vermelha de sangue, que escorre a cântaros do papel que lhes registra e acusa a infâmia, a ponto de uma parricida e matricida ser agraciada com o benefício de liberação temporária do cárcere para celebrar o Dia...dos PAIS! Que País é este? - já dizia o poeta popular há quase trinta anos...  



Escrito por ourives da linguagem às 13h53
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Descanse em paz, Hélio Bicudo!

        Na manhã desta terça-feira, 31 de julho, morre em sua casa, em São Paulo, capital, o jurista Hélio Bicudo, aos 96 anos. Promotor de Justiça destacado do Estado de São Paulo, combateu, desmontou e ajudou a prender os membros do Esquadrão da Morte, bando de policiais militares que, nos anos 1970 no Brasil executavam sumariamente civis durante a ditadura militar, em atuação heroica que lhe rendeu várias ameaças de morte. Nos anos 1980, ascendeu à função de Procurador de Justiça do Estado de São Paulo, colaborou no movimento de redemocratização do Brasil e se filiou ao PT, Partido em que militou até 2005, período durante o qual foi Secretário de Negócios Jurídicos da gestão municipal paulistana de Luiza Erundina e, mais tarde se elegeu deputado federal. Revelado o Mensalão em 2005, Bicudo se desiludiu com o PT e se desfiliou dele, tornando-se um opositor severo e vigilante, de modo coerente com a conduta de probidade e brilhantismo que ao longo de toda a sua vida demonstrou, inclusive, mais recentemente ao co-redigir e subscrever o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. O Brasil perde um democrata, um pensador, um jurista e um homem probo, culto e lúcido até o fim. Descanse em paz, Sr. Hélio Bicudo!



Escrito por ourives da linguagem às 23h17
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O resgate dos meninos tailandeses

          O resgate dos doze meninos tailandeses e de seu técnico compatriota se assemelha a um milagre. A viagem entre a entrada do complexo de cavernas de Tham Luang e a câmara onde se encontravam presos os treze, naquele país indochinês, durava seis horas. O complexo espeleológico é um minimundo em si, com uma série de câmaras, de passagens estreitas, dentre os quais diversos espaços estão sujeitos a inundações. Fugindo de chuvas torrenciais, doze meninos e seu jovem técnico de futebol se abrigaram nesse traiçoeiro lugar, que tem uma entrada espaçosa e oferece espaço para se caminhar por muitos metros adentro, mas que logo em seguida afunila abruptamente e está sujeita a inundações repentinas e duradouras. Foi necessário muita perícia, tecnologia, organização, boa vontade, otimismo, planejamento e trabalho árduo para realizar algo que jamais fora feito nessas circunstâncias: resgatar à vida treze pessoas presas no fundo de uma gruta a quase um quilômetro abaixo da superfície e a quase três quilômetros de distância da câmara de acesso à caverna principal do complexo. Cerca de mil pessoas, de várias nacionalidades, participaram do heroico resgate, entre mergulhadores, médicos socorristas, engenheiros hidráulicos, e muitos outros especialistas e até algumas pessoas sem particular expertise mas dotadas de grande valor moral assim como os especialistas. Graças a esse trabalho, todos os treze tailandeses presos ora se encontram livres e em condição estável de saúde, e melhorando; apenas um menino inspira mais cuidado, porque desenvolveu pneumonia. Um dos mergulhadores, um tailandês, tragicamente, asfixiou-se nos esforços de resgate, e não se o logrou sucesso em reanimá-lo. Fora essa tragédia, todos estão bem, e o mundo respira aliviado. Saúde, felicidades e longa vida a todos os envolvidos!



Escrito por ourives da linguagem às 01h34
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A farsa petista

    Segue em curso a farsa do ex-Presidente proletário vítima de prisão política. No seu mais recente ato, o "mártir do poder popular" teria sido vingado pela decisão liminar em habeas corpus concedida por um magistrado do povo, alheio à conspiração das elites nacionais e internacionais por impor seus interesses em detrimento do bem-estar do trabalhador brasileiro. Fecha o pano.

     Agora, desçamos do palco e voltemos à realidade: um Desembargador de plantão recebe pedido de habeas corpus impetrado por três Deputados em favor de um criminoso condenado em duas instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O dito magistrado, descobre a imprensa séria, é Rogerio Favreto, militante filiado ao PT entre 1991 e 2010. Nesse último ano, Favreto aposenta a estrela vermelha da lapela para vestir a toga pretoriana que vem a receber em 2011, das mãos da "Presidenta"Dilma Rousseff, de que Partido? Sim, do PT.

    Coincidência? Não. Coincidência é uma conjunção aleatória e fortuita de fatos independentes. Sair alguém do quadro de filiados a um Partido político apenas para assumir um cargo público de atribuições em parte políticas e por nomeação de mandatário pertencente ao mesmo Partido do qual esse alguém foi filiado, por 19 anos, não me parece coincidência. 

    Por sorte, a liminar de Favreto era manifestamente inválida, uma vez que proferida por juízo incompetente, e em desrespeito a decisão judicial condenatória transitada em julgado, ao menos quanto ao seu mérito, inimpugnáveis que estão os fatos e provas a esta altura do processo.

    Mas a farsa de "Lula, o preso político do Brasil" continua. Estejamos atentos e torçamos para que o pano desse torpe teatro não mais se abra, tirando das coxias um corrupto lavador de dinheiro para mandar não só no teatro, como em todas as demais artes, os ofícios, e a imprensa livre e séria, que respira tranquila com a manutenção no cárcere de um corrupto autoritário e de pretensões megalômanas e autoritárias.       



Escrito por ourives da linguagem às 13h45
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Sobre a greve dos camihoneiros

          Já faz mais de uma semana que o Brasil parou. A espinha dorsal da logística brasileira, constituída pelo modal de transporte rodoviário, foi quebrada. O Brasil é o único país de dimensões continentais onde trens e embarcações não são os principais meios de transporte de cargas, nem sequer a longas distâncias. Graças a uma escolha política estúpida e demagógica feita por Juscelino Kubitscheck de Oliveira a partir de sua posse na Presidência em 1956, o Brasil virtualmente abandonou o modal ferroviário de transporte de cargas, muitas vezes mais barato que o rodoviário, e o funcionamento dos mercados nacionais de todo tipo de bens ficou a cargo dos caminhões. E como se isso não fosse estultice suficiente, o Brasil ainda abandonou a manutenção de várias das rodovias federais, onde circula o grosso da produção doméstica, há cerca de três décadas. O que mais nos surpreende não é o colapso do abastecimento, a carestia, e nem a absoluta incapacidade do governo federal de negociar adequadamente com os caminhoneiros, eis que estamos acostumados com caos, desgoverno, fisiologia e canalhice por atacado. O que mais me surpreende é a falta de perspectiva de uma volta a algo próximo do que seja a normalidade econômica, política e social no Brasil. Este país se tornou um filme surrealista dirigido por um estudante relapso de Cinema numa Universidade Pública. Que os caminhoneiros tinham fortes razões para entrar em greve, disso ninguém com bom-senso duvida. Mas depois do corte de tributos incidentes e com impacto no preço final do diesel e da gasolina, do corte da taxa incidente sobre o eixo sobressalente sem uso em carretas de grande porte trafegando com pouca carga nas rodovias federais, e das promessas de congelamento de preços de combustível por 60 dias, moderação e previsibilidade de futuros reajustes nos preços de combustíveis, não há motivos razoáveis para a continuação da greve nos próximos dias, e deverá ser revertido o lock-out de empresas transportadoras de bens organizado e constatado nas estradas federais por todo o Brasil, sob pena de essa greve se tornar meramente um caso de (falta de) polícia.



Escrito por ourives da linguagem às 22h27
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          Já faz uma semana que o Brasil parou. A espinha dorsal da logística brasileira, constituída pelo modal de transporte rodoviário, foi quebrada. O Brasil é o único país de dimensões continentais onde trens e embarcações não são os principais meios de transporte de cargas, nem sequer a longas distâncias. Graças a uma escolha política estúpida e demagógica feita por Juscelino Kubitscheck de Oliveira a partir de sua posse na Presidência em 1956, o Brasil virtualmente abandonou o modal ferroviário de transporte de cargas, muitas vezes mais barato que o rodoviário, e o funcionamento dos mercados nacionais de todo tipo de bens ficou a cargo dos caminhões. E como se isso não fosse estultice suficiente, o Brasil ainda abandonou a manutenção de várias das rodovias federais, onde circula o grosso da produção doméstica, há cerca de três décadas. O que mais nos surpreende não é o colapso do abastecimento, a carestia, e nem a absoluta incapacidade do governo federal de negociar adequadamente com os caminhoneiros, eis que estamos acostumados com caos, desgoverno, fisiologia e canalhice por atacado. O que mais me surpreende é a falta de perspectiva de uma volta a algo próximo do que seja a normalidade econômica, política e social no Brasil. Este país se tornou um filme surrealista dirigido por um estudante relapso de Cinema numa Universidade Pública. Que os caminhoneiros tinham fortes razões para entrar em greve, disso ninguém com bom-senso duvida. Mas depois do corte de tributos incidentes e com impacto no preço final do diesel e da gasolina, do corte da taxa incidente sobre o eixo sobressalente sem uso em carretas de grande porte trafegando com pouca carga nas rodovias federais, e das promessas de congelamento de preços de combustível por 60 dias, moderação e previsibilidade de futuros reajustes nos preços de combustíveis, não há motivos razoáveis para a continuação da greve nos próximos dias, e deverá ser revertido o lock-out de empresas transportadoras de bens organizado e constatado nas estradas federais por todo o Brasil, sob pena de essa greve se tornar meramente caso de polícia.



Escrito por ourives da linguagem às 23h07
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República de Lobbistas

                      Já faz uma semana que o Brasil parou. A espinha dorsal da logística brasileira, constituída pelo modal de transporte rodoviário, foi quebrada. O Brasil é o único país de dimensões continentais onde trens e embarcações não são os principais meios de transporte de cargas, nem sequer a longas distâncias. Graças a uma escolha política estúpida e demagógica feita por Juscelino Kubitscheck de Oliveira a partir de sua posse na Presidência em 1956, o Brasil virtualmente abandonou o modal ferroviário de transporte de cargas, muitas vezes mais barato que o rodoviário, e o funcionamento dos mercados nacionais de todo tipo de bens ficou a cargo dos caminhões. E como se isso não fosse estultice suficiente, o Brasil ainda aabandonou a manutenção de várias das rodovias federais, onde circula o grosso da produção doméstica, há cerca de três décadas. O que mais nos surpreende não é o colapso do abastecimento, a carestia, e nem a absoluta incapacidade do governo federal de negociar adequadamente com os caminhoneiros, eis que estamos acostumados com caos, desgoverno, fisiologia e canalhice por atacado. O que mais me surpreende é a falta de perspectiva de uma volta a algo próximo do que seja a normalidade econômica, política e social no Brasil. Este país se tornou um filme surrealista dirigido por um estudante relapso de Cinema numa Universidade Pública. Que os caminhoneiros tinham fortes razões para entrar em greve, disso ninguém com bom-senso duvida. Mas depois do corte de tributos incidentes e com impacto no preço final do diesel e da gasolina, do corte da taxa incidente sobre o eixo sobressalente sem uso em carretas de grande porte trafegando com pouca carga nas rodovias federais, e das promessas de congelamento de preços de combustíveis por 60 dias, moderação e previsibilidade de futuros reajustes nos preços de combustíveis, não há motivos razoáveis para a continuação da greve nos próximos dias, e deverá ser revertido o lock-out de empresas transportadoras de bens organizado e constatado nas estradas federais por todo o Brasil, sob pena de essa greve se tornar meramente caso de polícia.



Escrito por ourives da linguagem às 23h04
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Justiça que falha, se deve reputar existente?

      Acabo de saber da iminente prescrição de crime cujo processo se encontra há dez anos aguardando relatório do Ministro Decano do STF! Uma década transcorreu sem que Sua Excelência, o Ministro, se pronunciasse sobre Suas Excelências, os fatos e as provas concernentes a um caso de peculato de dinheiro público entre os anos de 1988 e 1990 pelo então Governador do Acre. A PGR, em três ocasiões distintas, já se manifestou em prol do adiantamento do julgamento dessa causa, a bem da efetividade da tutela jurisdicional penal. Mas, nestas terras, frequentemente o fetiche das formas puras suplanta o pragmatismo, o bom-senso e até mesmo a Ética. A delonga absoluta é absurda na prolação da sentença.



Escrito por ourives da linguagem às 07h53
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3ª Guerra Munidal?

                        Os mais recentes bombardeios com armas químicas cometidos pelo tirano genocida Bashar Al-Assad contra seu próprio povo motivaram ameaças de bombardeios norte-americanos contra alvos militares e/ou estratégicos do governo sírio, apoiado e sustentado pelo Kremlin. A Rússia, que apóia Assad ativa e massivamente, com aviões, tanques, metralhadoras, bombas, suprimentos e tropas, alertou para o risco de uma guerra aberta entre si e os E.U.A., caso sejam feridos ou mortos soldados russos. Washington e Moscou, cada uma, possuem arsenal atômico capaz de destruir a vida na Terra diversas vezes. Tomará Trump a primeira decisão numa rápida cadeia tendente a extinguir a Humanidade? Depois de cerca de meia dúzia de ameaças iminentes, será essa a derrocada de uma espécie por seu próprio engenho, a única espécie viva conhecida a ter, até hoje adquirido um patamar significativo de conhecimento da realidade a seu redor e um quantum mínimo de controle sobre os meios e recursos necessários à sua subsistência e aumento? Que estranha sapiência, que inúteis aparatos, que redundantes dispositivos, máquinas, estruturas, signos e significados terão sido todos os que moldaram a experiência humana, e quão patéticos, se tudo caminhar para um fim determinado por nossa própria tecnologia! Esperamos que não haja uma guerra direta entre E.U.A., porque isso detonaria uma Terceira Guerra Mundial, a derradeira empreitada da Humanidade. Quero crer que a Casa Branca e o Kremlin, juntos, tenham a sensatez de não extinguir a Humanidade. É só isso que se pede! 



Escrito por ourives da linguagem às 20h56
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O horror

                   No sábado último, a cidade síria de Douma foi atingida por bombardeio de armas químicas. Cerca de quarenta pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Situada numa área sob frágil controle rebelde sujeito a cerco, tudo indica que o ataque tenha sido perpetrado por forças leais ao ditador sírio Bashar Al-Assad. As vítimas todas sofreram asfixia total ou parcial provocada peas bombas contendo o que se acredita ser o agente químico neurotóxico Sarin. Entre elas, havia uma maioria de crianças. Todas as vítimas de agentes químicos neurotóxicos sofrem terrivelmente em razão da paralisia progressiva dos músculos do corpo provocada pela toxina, uma morte cruel, aflitiva, desumana, medieval. Os autores desse e de muitos outros crimes hediondos contra civis sírios, desarmados, completamente vulneráveis, têm nome e sobrenome: Bashar Al-Assad, Vladimir Putin, Ali Khamenei. Esses facínoras ordenam ataques como quem pede um prato num cardápio de restaurante. E o pior disso tudo é a consciência de que nada nos resta fazer a não ser denunciar esses crimes. Os senhores da guerra jamais nos ouvirão. Questões humanitárias lhes são um grande aborrecimento. Eles só se relacionam com seus aliados e com armas. Nada mais lhes importa.



Escrito por ourives da linguagem às 20h48
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Acabou a macabra dança de Lula com a impunidade

     

     Surpresa, surpresa: Lula montou um circo para adiar ao máximo a própria prisão.

     Condenado criminalmente - e em duas instâncias - por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-Presidente fez o que pôde para agir contra a Lei e a ordem democrática brasileiras.

     Agora, para Lula, c'est finit la contredanse (como dizem os franceses): acabou, para Lula, o baile da impunidade dos criminosos brasileiros do colarinho branco, macabra dança que diuturnamente condena à morte centenas de – desvalidos – brasileiros, seja pela fome, pela doença ou por armas, especialmente de fogo.

     Lula, o capo da quadrilha petista, enfim, será preso, em Curitiba, por ordem escrita e - muito bem - fundamentada do Juiz Sérgio Moro. Evidentemente, o ex-Presidente ainda esperneará longamente, e continuará, enquanto viver, a desprezar, odiar e lançar impropérios contra Moro, o Poder Judiciário e a Justiça do Brasil, a imprensa livre, o Ministério Público, os três Desembargadores da 8ª Câmara Criminal do TRF4, enfim, quase todas aquelas poucas e boas instituições que lutam por um Brasil mais democrático e mais civilizado.

     Instituições essas que livram o Brasil de se tornar uma Republiqueta de bananas, ditatorial, miserável e oprimida por um tirano populista - fado que se abateu permanente e insoluvelmente sobre Cuba, Venezuela, Bolívia e que, outrora, houvera se abatido por quase todas as Repúblicas latino-americanas, fruto de um atávico tropismo local por caudilhos populares e populistas, fortes e truculentos.

      Mas  Já vivemos por tempo suficiente sob o tacão de ditaduras e regimes oligárquicos para lhes conhecer os inúmeros aspectos nocivos e por eles nutrir nojo, ojeriza, desprezo, e, no mesmo diapasão, desejarmos e defendermos uma democracia plena, em que todos, inclusive os cidadãos que ocupam a cúpula dos Poderes, estão igualmente sujeitos às mesmas leis, e se submetem aos mesmos deveres, como contraponto lógico necessário dos direitos e garantias que o ordenamento constitucional democrático, nos termos e por força da Carta Política de 1988 estabelecidos. 



Escrito por ourives da linguagem às 14h57
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Da intervenção federal no RJ

                 Polêmica desde quando era apenas objeto de debate, a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro desperta as mais variadas reações, do apoio total à repulsa peremptória, mas sem passar pela indiferença. De fato, até as pedras portuguesas manchadas de sangue nas calçadas de vários logradouros públicos no RJ denunciam a situação de quase guerra civil em que vive a população carioca. Quase, porque não há bombardeios. Com mais de 60 mil civis mortos por ano há cerca de vinte anos seguidos, o Estado do Rio de Janeiro tornou-se um dos mais violentos do Brasil, e concentrando sua capital grande parcela de sua população e de suas riquezas, lhe tem cabido grossa parcela de terra a acolher os corpos de milhares de cidadãos naturais seus e aqui residentes, numa ciranda de sangue e lágrimas sem fim. Mas todos os comunistas e quase todos os socialistas brasileiros militantes se opuseram à transferência da gestão da segurança pública carioca e fluminense pelo presidente Michel Temer para a União, sob o comando do General Walter Braga de Souza Neto. E se opuseram com argumentação ridícula: a de que os punidos pelas operações policiais militares seriam os negros e pobres, por sua condição, e independente se culpados ou não pela prática de qualquer delito. Ora, diga-se, é muita hipocrisia, para dizer o mínimo, considerar que uma força pública regular, submetida às normas de um Estado Democrático de Direito, irá, deliberada e rotineiramente, violar os direitos e garantias fundamentais do cidadão. O que não significa afirmar que não pode haver desvios e/ou abusos de poder, que, provados em materialidade, deverão ser investigados e ensejar a punição dos responsáveis. Mas máculas isoladas eventuais que forem apuradas e corrigidas não devem ter o condão de fulminar de ilegalidade ou ilegitimidade todo um planejamento estratégico e uma execução sistemática que podem ser a última chance de prover as Polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro dos meios para que sejam reestruturadas, expurgadas dos corruptos, modernizadas e capacitadas a bem exercer o seu mister constitucional de garantir, ao máximo possível, a incolumidade física e patrimonial dos cidadãos residentes no ou de passagem pelo território do Estado fluminense.



Escrito por ourives da linguagem às 08h48
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RIP Stephen Hawking (1942-2018)

 

            Hoje a Humanidade perdeu uma de suas mentes mais brilhantes. Nesta quarta-feira, 14 de março de 2018, nas primeiras horas do dia, faleceu, pacificamente, na própria casa, o físico teórico Stephen Hawking, de 76 anos, um gigante inabalável em intelecto e espírito, e ao mesmo tempo um homem de compleição frágil, martirizado por uma terrível doença degenerativa neuromuscular que, por cerca de meio século de sua existência, o tolheu progressivamente em seus movimentos, até torná-lo incapaz de realizar tarefas cotidianas as mais básicas. Mas a sanha furiosa da atrofia muscular que o acometeu não tocou seu prodigioso cérebro, de onde surgiram engenhosas teorias que se provaram capazes de explicar com coerência e verossimilhança os mistérios siderais concernentes à essência e à dinânica dos buracos negros, bem como a questão da origem do Universo, de seu provável destino e das suas leis intrínsecas. Hawkins conseguiu demonstrar que o modelo do Big Bang, isto é, da Grande Explosão, não era adequado para explicar os eventos primeiros do Universo em sua tenra infância, cerca de 14 bilhões de anos atrás; ele provou que a Teoria da Inflação Cósmica/Expansão Súbita do Universo, era o arcabouço teorético capaz de explicar o crescimento do Universo de uma ínfinitesimal singularidade de tamanho inferior a um átomo para o tamanho de uma laranja em questão de frações ínfimas de um segundo. Quero crer que Hawkins não esteja precisamente extinto, e sim que, por alguma derivação impensada de uma de suas teorias cósmicas, seu intelecto e espírito se encontram temporariamente adormecidos em alguma dobra incógnita do espaço-tempo, à espera de serem encontradas. Rest in peace, Stephen Hawking!



Escrito por ourives da linguagem às 07h21
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